sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Super-Honda - Revista Honda Clube - 1983


Pepê, magro, fraco e franzino, é a identidade secreta do super-herói Super-Honda. Apaixonado pela bela Margareth, que pouco lhe dá bola, ele resolve problemas e mistérios montado em sua possante motocicleta. 

Criado pelo quadrinhista Sebastião Seabra em 1983 para a revista Honda Clube da editora R. Leme, era publicado em aventuras coloridas de duas páginas. 

Além do autor, as histórias tiveram a colaboração de Josmar Fevereiro e Franco de Rosa nos desenhos e Paulo Paiva nos roteiros. Antenados com os assuntos de sua época os autores colocavam várias referências artísticas e musicais em seus quadrinhos.

Sobre a série, Seabra nos conta: "Foi convite dum estúdio... Não lembro o nome. O tal de "Dinho" (Ronaldo Leme), dos Mutantes, era um dos donos, junto com o irmão, aquele cara que fala na Globo no programa de esportes... Corrida... Como é mesmo o nome dele? Trabalha junto do Galvão Bueno... (Reginaldo Leme).

Enfim, eles queriam duas páginas coloridas dum super-herói...

Como a publicação era sobre motos e era uma revista da Honda (muita grana) - pagavam 800 paus por lauda de texto na época. Uma fortuna até nos dias de hoje!

Bom, como era pra Honda, foi automático eu criar o "Super-Honda"...

Fiz o texto (com humor, como de costume), foi tudo aprovado, mas na época não me senti seguro para arte-finalizar... Minha arte-final era muito ruim. Daí convidei meu amigo, o talentoso Josmar Fevereiro.

Nos reunimos num final de semana num estúdio que ele mantinha em Pinheiros e ela arte-finalizou e de quebra coloriu pra mim... Foi publicado, junto com algumas ilustrações que fiz para a revista, que era bimestral.

No número seguinte eu tava mal... Morrendo. Fui parar no Hospital das Clínicas. Passei por cirurgia e pedi pro pessoal fazer as duas páginas pra mim. Creio que o Franco esboçou, mas não lembro se foi ele ou o Josmar quem arte-finalizou e coloriu... Poxa, não lembro de mais nada...

No terceiro número da revista eu já havia casado e voltado pra minha cidade... Fiz as duas páginas sozinho e levei em mãos. Só que chegando lá, soube que a crise afetou o orçamento da revista e a edição seria em preto e branco! E, numa conversa truncada, não entendi direito se minhas duas páginas iriam ser publicadas ou pagas, essas coisas que passamos quando somos garotos. Deixei os originais lá, dei de ombros e voltei pra casa.

Fim da fracassada aventura do "Super-Honda". Como tudo, nesse país!".

Sobre os autores, a Enciclopédia dos Quadrinhos (Goida / André Kleinert - L&PM - 2011) nos esclarece:

SEABRA, S. R. - Brasil (1959) 
Com apenas dezesseis anos, Seabra já desenhava em Notícias Populares, de São Paulo, as tiras diárias de Capitão Caatinga (roteiros de Franco de Rosa). Trabalhou para a EBAL (Klik, revista de humor e Zorro Capa e Espada) até firmar-se na Grafipar. No final da década de 70, colaborou em revistas de terror, aventuras e policiais, sempre com ligação ao sexo. Nessa época, utilizou, em muitas histórias, o curioso pseudônimo de Sebastião Zéfiro. Quando a Grafipar encerrou suas atividades, passou para a Press Editorial e a D-Arte (ambas de São Paulo). Nessa última, co­laborou para Mestres do Terror e Calafrio. Para a Nova Sampa, criou um álbum completo, Não nego fogo (coleção "Graphic Sex"), uma narrativa de­tetivesca, povoada de mulheres bonitas e eróticas. Teve alguns trabalhos publicados em Mundo do Terror (Maciota), Mephisto e Bokaloka. Em 2003, pela Opera Graphica, saiu o seu álbum de histórias curtas, Na trilha do prazer. Na série "Literatura Brasileira em Quadrinhos", já fez O homem que sabia javanês (2005), de Lima Barreto; Brás, Be­xiga e Barra Funda (2006), de Alcântara Machado; e Memórias póstumas de Brás Cubas (2008), de Machado de Assis, todos publicados pela Escala Educacional. 

JOSMAR - Brasil (1950) 
Josmar Fevereiro começou sua carreira de quadri­nista com um ótimo mestre. Ele foi assistente do já desaparecido Nico Rosso e trabalhou igualmente no estúdio de criação Octopus. De sólida formação artística - Josmar é escultor -, passou a assinar seus trabalhos na época do boom dos quadrinhos nacionais (1979/1982). Fez cen­tenas de páginas de terror e sexo para a Grafipar e para a Vecchi (na revista Pesadelo). Também colaborou com a Inter Quadrinhos (1984). No início da década de 90, Josmar esteve em Portugal, onde criou para o Jornal da Casa do Brasil de Lisboa a tira de Juca Brasuca, personagem que representava a figura do migrante brasileiro em terras lusitanas. Ainda em Portugal, foi responsá­vel pelas histórias de Xana - uma mulher activa, para uma publicação feminina. Entre 1999 e 2001, já de volta ao Brasil, fez tiras para a revista Vip (Abril). Mais recentemente, vem colaborando com a editora Escala/Larousse na coleção "Literatura Brasileira em Quadrinhos", sendo que escreveu e ilustrou as adaptações de O homem que sabia javanês (Lima Barreto), A cartomante (Machado de Assis), Miss Edith e seu tio (Lima Barreto) e Brás, bexiga e barra funda (Antônio Alcântara Machado). 

Sobre Franco de Rosa clique aqui.


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Urubulino e Gugu - O Jornal - 1969


Tira de aventuras policiais com traço infanto-juvenil, Urubulino e Gugu, criados pelo desenhisto Olney Duarte, contava as histórias de um urubu e um porco, sempre metidos em desvendar crimes.

No traço de Olney podemos notar influências de Joselito, desenhista brasileiro especializados em animais antropomorfizados, Paul Murry, em Mickey, e até mesmo do cartunista Carlos Estevão, contemporâneo do autor em O Jornal.


Segundo o site Quadrinhos Brazukas, de Rômulo Rangel, a tira foi produzida entre 1969 e 1972.

A artista também criou a tira Zeca e Zico, além de produzir charges e ilustrações para esse mesmo veículo.

Ilustração de Olney para a crônica policial de O Jornal, 1970.

Olney, jornalista, é carioca e vive atualmente no bairro de Laranjeiras. Começou muito jovem vencendo um concurso de desenhos da Caixa Econômica Federal.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Gilda - Última Hora - 1979


Antes de fazer parte da Turma do Lambe-Lambe, a vaca Gilda, criação de Daniel Azulay, teve uma tira própria publicada no jornal Última Hora (RJ) e também distribuída pela ECAB (Editora carneiro Bastos) para veículos de todo o país.

Gilda era uma garota independente que desempenhava as mais variadas profissões, mas também tinha seus dilemas existenciais.

Daniel Azulay, atualmente, dedica-se à arte-educação, com uma rede de escolas de desenho. 

Por meio de seu site ficamos sabendo: "Daniel Azulay por definição, é desenhista e educador. Mas também é pintor, músico, escritor, ilustrador de livros infantis e bacharel em Direito por formação. Acima de tudo, um artista completando quarenta anos dedicados a desenvolver a arte e educação para crianças e jovens. 

De todas suas criações, sem dúvida a que faz mais sucesso entre a criançada é a Turma do Lambe-Lambe. Criada em 1975 - ficou no ar durante quinze anos consecutivos em duas redes de televisão, Bandeirantes e Educativa. 

Em 1996 retornou à Band-Rio por mais quatro anos apresentando seu programa de TV “Oficina de Desenho Daniel Azulay”. Em 2003, 2004 e 2005 apresentou a “Turma do Lambe-Lambe” na TV Rá-Tim-Bum da TVCultura e “Azuela do Azulay” no Canal Futura. 

Durante mais de uma década, Daniel Azulay influenciou a geração dos Anos 80 como pioneiro, ensinando muita gente pela TV a fazer brinquedos de sucata, esculturas de bexiga “Bolamania”, a brincar e desenhar usando a imaginação com jogos de raciocínio".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Os Lunáticos - Revista Garotas e Piadas - 1971


Ainda sob forte impacto do Projeto Apolo, o desenhista Liesenfeld criou para a revista Garotas e Piadas, da editora Edrel, a aventura Os Lunáticos

Misturando sátira e erotismo, como era comum nas publicações dessa editora, com a conquista espacial, a aventura apresenta o traço psicodélico próprio do artista e foi uma das raras HQs coloridas impressas pela Edrel.

Sobre o autor, Fernando Ikoma escreveu: "Oriundo do Rio Grande da Sul, é um dos poucos desenhistas "pop" das estórias em quadrinhos. Seus trabalhos são maís artísticos e menos comerciais mas consegue agradar aos que gostam desse estilo".

Segundo o Guia dos Quadrinhos"Liesenfeld (Marco Araújo Liesenfeld, 29 de abril de 1946) é um nome conhecido entre os verdadeiros fãs de HQs, pois ele tem trabalhos publicados desde 1965. Natural de Poro Alegre (RS), foi um dos destaques da editora Edrel. Trabalhava em publicidade na época em que colaborou na revista “Estórias Adultas”. Adorador do nu feminino e também de temas sobre automobilismo, tem um traço inconfundível".

Liesenfeld colaborou também nas revistas da editora Grafipar no final dos anos 1970.

Liesenfeld no livro A Técnica Universal das Histórias em Quadrinhos, de Fernando Ikoma, editora Edrel.


Premiado no 1º Salão de Humor e Quadrinhos do Mackenzie, em 1973.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Recado do Carlos Cunha

O lendário Carlos Cunha, da também lendária editora Minami e Cunha, pediu pra dar este recado aos futuros quadrinhistas:


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Motogirl - Revista Motocross - 1983

Motogirl faz parte de uma série de aventuras com temas motociclísticos lançadas pela revista Motocross, da editora Pinus, em 1983, com patrocínio de uma concessionária Yamaha.


As histórias, criadas pela dupla Franco de Rosa e Jal, tinham aquela pegada provocativa e até erótica típica dos quadrinhos desse período, testando os limites da censura oficial, ou da suposta inexistência dela.

Motogirl era um boneco que não era um boneco, mas um ser humano, e que pilotava uma moto guiada por um manequim de loja que era, na verdade, um manequim de loja!

Sobre as histórias, Franco deu o seguinte depoimento: 

"Quando mudei de volta de Curitiba, em 1983. Eu estava sem trabalho. A Grafipar estava fechando. Ainda cheguei a realizar algumas coisas pra lá. Mais umas duas histórias no máximo. Isso porque o Seto se esforçou.

Aqui em São Paulo, procurei amigos, editoras. Fiz uma tour por redações, da Abril, DCI, Folha da Trade, Notícias Populares, Shopping News. Agências de propaganda. Fui seguindo dicas de amigos. Cheguei a fazer um trabalho bem bacana para a Sears ou Mesbla, via Editora Globo. Porque fui levar meu portfólio numa sexta-feira, ao Julio Andrade. Eles tinha um especialista naquele tipo de lay-out e manchas. Que me encomendaram de pronto, porque eu estava disponível, e o especialista deles ia viajar. Então eu comprei tintas ecoline, pinceis e papel importado, com dinheiro emprestado por minha mãe. Trabalhei o fim de semana todo, e recebi 15 dias depois. Foi providencial. Agradeço até hoje ao Julinho.

Eu havia iniciado um projeto com o Júlio, de FC. Uma história bastante original que ele criou, e eu seguia o estilo de Philipe Druillet. Ainda tenho alguns dos estudos dessa obra. Que, não foi continuada, porque era um projeto pra Abril. E eles descontinuaram tal projeto. Que reunia vários artistas brasileiros. Isso em 1979/80...

Bem. Então eu saia todos os dias em busca de frilas e emprego. O Jal, amigo desde o tempo do Avaré 2, em 1975, que já havia me indicado para trabalhar na Tupi, quando ele fazia os Trapalhões, e eu fui fazer os cartuns do programa Mural, da Ana Maria Braga. Também, ele fazia parte da nossa turma do Clube do Gibi. E parceiro da revista Klik, da Ebal, que eu havia coordenado, entre 79 e 80. Trabalhava como chargista do DCI.

Naquele período as motocicletas estavam em expansão no Brasil. Havia a revista Clube Honda. A Duas Rodas, que era periódica, e circulava em bancas já fazia um tempo. E surgiu então a Motocross, focando em trilhas e esse segmento. O Jal tinha um colega jornalista que trabalhava na Motocross. Então bolou pra ela uma série de HQs que eram publicadas com o patrocínio da Centauro Motocross. Que, acredito, ainda exista. Uma loja especializada.

Foram realizadas quatro histórias, se não me engano. Motogirl é uma delas. Há uma que é um rali. Outra que tem como protagonista um índio brasileiro. E outra com um centauro. Que, não foi concluída. Todas de apenas 2 páginas cada. Todas escritas pelo Jal. Em roteiros rascunhados, como é próprio de cartunistas.E ele é dos bons. Com traços em síntese gráfica, imediatamente reconhecível.

Motogirl é a mais divertida. Pois o seu final é realmente surpreendente. É genial. Gerou um personagem, que poderia ser continuado. Mas as circunstâncias, ou nosso desprendimento, focando muitas outras coisas, não fez isso acontecer.

Também cheguei a publicar na revistas Duas Rodas, duas tiras da série Motoca Kid. Criada e escrita por um amigo do tempo de colégio, o Mateus Bio. Éramos da mesma classe, e nos aproximamos ao realizar o jornal do escola. Para em seguida criar um fanzine só nosso, o Frama, em 1971. Foram realizadas 15 tiras de Motoca Kid, o Mateus tinha uma moto de 50 CC. Depois virou um grande profissional do setor motociclístico. Também recomendados pelo Jal, fomos parar na TV Cultura, em um programa de TV que mostrava trabalhos de artistas adolescentes. Até hoje guardo as caricaturas que o artista do programa fez. Minha e do Mateus. Depois o Motoca Kid foi publicado no jornal Notícias Populares em uma nova série, Picaretagens. Onde apareceram diferentes séries e personagens, como Fuscão Preto, os Bobalhões (paródia de Os Trapalhões) e outras experiências em humor gráfico. Até surrealistas.


Motoca Kid na tira Caras e caretas, Folha da Tarde (SP), 1987.

Também cheguei a escrever desenhar uma HQ de duas páginas, do Super-Honda, para a revista Clube Honda, em dupla com ilustrador e quadrinhista Jô Fevereiro. O pilar do grupo Octopus, que era composto pelos roteiristas Cassiano Roda e Ronaldo Antonelli, com Seabra, Jô, Vilachã e eu nos desenhos. Substituímos então meu parceiro de longa data, o Seabra, que ficou doente subitamente e impossibilitado de realizar a sua série periódica, para aquele publicação que era dirigida pelo Dinho, o baterista do grupo Os Mutantes.

Naquele período eu substituí também, por 25 dias, o Jal em uma de suas férias no DCI. Era comum isso, então. O Bira Dantas, substituiu o Novaes uma vez na Folha da Tarde. Isso nos dava cancha editorial. Também, voltei a trabalhar como funcionário do setor de publicidade do jornal semanal Shopping News, do grupo DCI, onde eu era empregado antes, de 1978 a 1980.

Ainda dentro do tema motociclismo. Introduzi o personagem Motoqueiro na minha série de tiras diárias Caras e Caretas, criada para o jornal Folha da Tarde. O personagem tem o nome de Mateus, por razão óbvia. E nunca tira o capacete. Assessório obrigatório então, mas que o Mateus não usava em nosso tempo de Motoca Kid, Praça Atrapalhado e Chucrutz. Séries que meu amigo chegou a colaborar com roteiros.

Tenho uma sinopse de uma HQ de ficção científica onde se usa motocicletas dentro de tubos. Mas nunca foi desenhada. Foi inspirada nos filmes Roller Ball, Tron e no visual de Forever People do Kirby. Mas até hoje está em sinopse. Talvez um dia vire parte uma série de contos ilustrados.

Eu nunca tive moto. Mas levei três tombos homéricos, como carona do Mateus. O primeiro na saída de nossa apresentação na TV Cultura, na Marginal Tietê, debaixo de chuva. Depois, descendo a Rua da Consolação, no meio do trânsito, porque bati o joelho na traseira de um Opala. E cai rolando entre os carros. E, graças a Deus, não fui atropelado. E, por último. Fui arremessado 2 metros no ar, ao sairmos da Biblioteca Mário de Andrade. Foram raladas suficientes pra não me atrever a querer pilotar esse veículo veloz, econômico e prático, mas que também é responsável por mais de 70% das lesões ortopédicas do pais.

Um detalhe justamente sobre quando fui receber o pagamento de Motogirl. Fui até a editora pois eles preferiam pagar em dinheiro. Então levei meu filho Daniel, que devia estar com uns 3 aninhos. Na volta comprei um carrinho pra ele. E ele adormeceu no metrô. Então eu fui guardar o carrinho em minha mochila. No momento em que fui fazer isso. Um senhora gorda caiu sobre mim, saindo apressada e descendo na estação seguinte, pedindo desculpas. Ela pungou minha carteira com o meu pagamento e o do Jal.

Tive que pagar o Jal só uns 15 dias depois... Eu desci do metrô, na estação, seguinte. Pois notei na hora. Avisei o segurança. Acionaram outra estações. Minha carteira, com documentos e tal, estava jogada no chão da estação. A mulher já era conhecida dos seguranças. Já havia sido presa antes. Foi a única vez que isso aconteceu comigo, apesar de sempre receber muitas vezes em dinheiro. Pois era hábito de muitos pagadores". 

Jal disse o seguinte: "Pois é, nem lembrava desse... Lembro de um personagem índio que tinha uma moto. Acho que esse da Motogirl nem participei. Como eu tinha conseguido o espaço acho que o Franco me colocou nos créditos. A HQ com o motoqueiro índio eu participei com o texto. Sei que fiz junto com o Franco uma ou duas historinhas, mas não era esse personagem. Depois o Franco continuou e criou esse personagem para a revista de moto. Acho que é isso. Ele deve lembrar melhor que eu".

OS AUTORES

Sobre o Jal, a Wikipedia tem as seguintes informações: "José Alberto Lovetro, mais conhecido como Jal, é cartunista, roteirista, jornalista e presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB).

Iniciou sua carreira na Folha de S.Paulo em 1973, trabalhando depois para os principais veículos de comunicação do país como o jornal O Estado de São Paulo, TV Cultura, TV Tupi, The Brazilians (EUA), Pasquim, Revista Sem Fronteiras (Holanda/Bélgica), DCI, TV Bandeirantes, TV Gazeta (SP), TV Manchete, Revista Semanário, Rádio Tupi, TV SENAC/SESC entre outros.

Ao lado de Gualberto Costa, Franco de Rosa e Worney Almeida de Souza, ajudou a fundar a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC - ESP), responsável pelo Prêmio Angelo Agostini, posteriormente a dupla sairia da AQC e fundaria o Troféu HQ Mix uma das principais premiações brasileiras na área de quadrinhos. Em 1989, ganhou o Troféu Jayme Cortez, concedido no Prêmio Angelo Agostini a quem se destaca na atuação em prol do quadrinho brasileiro. No mesmo ano, também ganhou o Troféu HQ Mix de 'melhor editor'".

Sobre o Franco, a Enciclopédia das Quadrinhos (Goida / André Kleinerte - L&PM - 2011) nos trás: "ROSA, Franco de Brasil - (1956) - Roteirista, desenhista, pesquisador e editor, Franco de Rosa é um dos nomes mais ativos dos quadri­nhos brasileiros. Começou com as tiras diárias de "Capitão Caatinga" - ilustrações de Seabra - no Notícias Populares de São Paulo. A série passou das mil tiras. 

No final da década de 70, afastou-se de seu emprego de publicitário para dedicar-se por inteiro aos quadrinhos da Grafipar. Além de roteirizar e ilustrar algumas histórias, Franco participou de um grupo de criação que se chamava Octopus, formado também por Vilachã, Seabra e josmar. Também colaborou na Ebal na revista de humor Klik e na edição nacional de Zorro (não o Lone Ranger, mas o clássico, de capa e espada). Também colaborou nas revistas Inter Quadrinhos, Mephisto e Futebol e Raça. 

Editou vários álbuns e organizou volumes como A arte de Jayme Cortez (Press Ed., 1986), O comendador dos quadrinhos em o espírito da guerra - Eugenio Colonnese (Opera Graphica, 2001) e Fantasma aos domingos (Opera Graphica, 2006). Seu trabalho mais recente como roteirista foi para o álbum ilustrado por Rodolfo Zalla, Chico Xavier em quadrinhos (Ediouro, 2009). Pela Opera Graphica, em 2003, apresentou o álbum As taradinh­as dos quadrinhos, uma bela pesquisa sobre erotismo nas HQs".

Franco na revista Klik, editora Ebal.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Telinho - O Globo - 1988


Criada pelo cartunista Lor e vencedora do 1º Concurso Nacional de Histórias em Quadrinhos promovido pelo jornal O Globo em julho de 1988, Telinho foi uma série que fazia forte crítica à televisão e ao consumismo. Era protagonizada por um garoto sempre em frente a um aparelho de TV. 

Em seu blog, Lor declara ter realizado mais de 700 episódios da série durante a década de 1980.

Telinho foi distribuída pela Agência Funarte para jornais de todo o país.


Sobre o autor, a Enciclopédia dos Quadrinhos (Goida / André Kleinert - L&PM - 2011) informa: 

LOR - Brasil (1949) - Luiz Osvaldo Rodrigues nasceu em Jesuânia, Mi­nas Gerais. Dublê de médico, professor, cartunista e quadrinista, desde 1973 vem desenvolvendo grande atividade na imprensa brasileira. Começou no Jornal do Brasil. Em 1978, foi vencedor do IV Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Em 1979, trabalhou na criação da série de quadrinhos de resistência contra a ditadura Contra Ataque, deixando um importante registro da época da repressão política. Foi também colaborador de O Pasquim, De Fato e Humordaz, suplemento de humor do Estado de Minas (Belo Horizonte). A partir de 1988, criou uma tira diária publicada em vários jornais, Telinho. Essa começou como crítica bem-humorada a toda uma jovem geração "criada" pela babá eletrônica dos dias de hoje, a televisão, tomando depois outros caminhos, mas sempre ligados à realidade brasileira. 

Lor, nos últimos anos, foi premiado em diversos salões de humor nacionais - Piracicaba (três ve­zes), Curitiba, Rio de Janeiro, Teresina, Montes Claros, Porto Alegre - e internacionais (Japão). Atualmente, desenha para a revista da Associação Médica de Minas Gerais e para página Humor de Segunda, no jornal O Tempo. Apareceu no livro coletivo Cartunismo médico sem contra indicações (2008), organizado por Ronaldo Cunha Dias para a editora Revinter.