sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Professor - Última Hora - 1967



Professor, um explorador aventureiro e seu assistente às voltas com uma tribo indígena. O antagonismo entre o "primitivo" e o moderno dava o mote para o humor da série. 

Mais uma tira distribuída pela Maurício de Souza Produções. Dessa vez assinada pelo cartunista Dudu (Alberto Djinishian), que apresentava um traço caligráfico e econômico.

Durante toda a década de 1960 a agência de Maurício distribuía vários trabalhos de outros autores.

Publicada em 1967 no jornal Última Hora.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Caixa Alta - Última Hora - 1967



Caixa Alta contava as aventuras de uma socialite riquíssima, mas desprovida de qualquer atributo físico e bom senso.

Distribuída pela Maurício de Souza Produções e publicada no Última Hora em 1967.

A tira não era assinada mas fazia parte do portfólio de personagens do próprio Maurício e foi descontinuada.



Na ilustração acima podemos ver o coronel Américo Fontenelle, que na época ocupava o cargo de diretor do Departamento Estadual de Trânsito em São Paulo.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O Doutor - Última Hora - 1967



Série de gags sem texto, assinada pela cartunista Álvarez. Distribuída pela Maurício de Sousa Produções, O Doutor foi publicada no jornal Última Hora entre 1966 e 1967. Sobre o autor, sabemos apenas que era espanhol e que circulava pelos estúdios de Maurício de Sousa nesse período. Podemos notar em seu desenho a forte influência do cartunista F. Ibañez, autor de Mortadelo e Salaminho.




Abaixo, retrato do pioneiro arte-finalista da MSP, Sergio Cântara, feito por Álvarez, na época em que prestava serviços ao estúdio de Maurício de Sousa.


A seguir, passatempo executado por Álvarez, distribuído pela MSP e publicado no jornal Diário Popular em 1968.




terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mug - Última Hora - 1966




O boneco Mug foi idealizado por dois produtores de TV, um deles dono de uma confecção. Fez tanto sucesso que acabou ganhando uma tira de jornal produzida sob encomenda por Maurício de Sousa e publicadas no Última Hora entre 1966 e 1967.

Confeccionado em pano, o que facilitava a pirataria, gerou milhares de cópias, fabricadas em oficinas de fundo de quintal, surgindo em variadíssimos tamanhos, além dos dois oficiais, desde chaveiros até bonecos grandes.





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Canarinho - Última Hora - 1967




O cartunista Otávio é mais conhecido pelas suas charges políticas e esportivas, mas, em 1967, ele também se aventurou no mundo das tiras diárias com a série Canarinho, um super-herói brasileiro.

Distribuída  pela Maurício de Souza Produções e publicada no Última Hora de São Paulo

sábado, 6 de setembro de 2014

A Ilha - Agência FUNARTE - 1986



Com um traço bastante amadurecido o cartunista mineiro Medina levou às últimas consequencias o tema d'A Ilha. Um náufrago e seu pássaro passam por toda sorte de situações neste clichê do humor gráfico.





A tira foi distribuída para vários jornais do país nos anos 1980 pela agência FUNARTE. Essa agência governamental foi idealizada pelo cartunista Ziraldo e tinha por objetivo distribuir tiras nacionais nos moldes dos syndicates norte-americanos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Gaúcho - Folha de São Paulo - 1963



Publicado semanalmente no suplemento Folhinha de São Paulo a partir de 1963 em formato de página inteira, com distribuição da Maurício de Souza Produções, O Gaúcho é uma criação de Julio Shimamoto e conta as aventuras de Fidêncio, um sobrevivente da Guerra do Paraguai, pelos pampas gaúchos, acompanhado de um jovem companheiro de nome Zoca.

Editada por mais de dois anos, a série tinha uma reconstituição histórica primorosa, fruto das pesquisas do autor para outra obra, A História do Rio Grande do Sul da CETPA (Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre).

Foi reeditada nos anos 1980 pela editora Noblet na revista Carabina Slim e também nos anos 2000 pela editora independente Júpiter II.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Zarzan - Jornal do Brasil - 1982




Mais uma série que estreou na reformulação da página de quadrinhos do Jornal do Brasil em 1982, Zarzan é fruto do talento de Cláudio Paiva, conhecido hoje por ser um dos maiores roteiristas de programas de humor da TV brasileira.



Desenhista dos quadrinhos de O Sítio do Picapau Amarelo da Rio Gráfica Editora e vindo das páginas d'O Pasquim, Cláudio Paiva usava essa sátira de Tarzan para comentar e criticar a política sócio-econômica do Brasil nos anos de 1980.





Sobre o autor: PAIVA, Cláudio Brasil (?) 

Ele tornou-se conhecido desenhando nma tira muito boa no Jornal do Brasil, Zarzan. Cláudio Paiva, porém, teve sua carreira truncada quando, num momento de ironia, colocou um de seus persona­gens lendo O Globo, o concorrente direto do JB. A direção do jornal não aceitou aquele momento de humor, substituindo as tiras de Zarzan quase imediatamente. Cláudio colaborou para as revistas Chiclete com Banana, do Angeli, e Geraldão, do Glauco. Nessa última, ele fez as páginas de Hip Hop e outras histórias avulsas. 

Em 1984, junto com Reinaldo e Hubert, Cláudio Paiva tornou-se fundador do Planeta Diário. Mais tarde, juntando-se ao pessoal do Casseta Popular, criaram o Casseta & Planeta, publicando, inclusive, uma revista em quadrinhos onde Paiva teve participação. Colaborou também com a Mad da Vecchi e com a revista Bundas. Fez parte também das equipes de criação dos seriados televisivos TV Pirata e A grande família. O livro O Planeta Diário: o melhor jornal do planeta saiu pela Desiderata em 2007. 

Enciclopédia dos Quadrinhos, Goida e André Kleinert - L&PM - 2011

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A Turma do Pé Sujo - Jornal do Brasil - 1982



Dentro da ampliação da sua página de quadrinhos, em 1982, o Jornal do Brasil propôs a Turma do Pé Sujo de Davilson. Série passado no universo de um desses botecos tão comuns em nossas periferias, com o dono português, o malandro e o torcedor fanático, entre muitos outros personagens.



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Tatu-Man - Correio Popular - 2010



Bira Dantas comentou em depoimento ao blog: "tenho 48 anos, sou cartunista, quadrinhista e ilustrador há 30 anos. Gaitista há 11. Criei o Tatu-Man para o jornal Correio Popular, de Campinas, cidade onde moro.
No inicio, tive ajuda da Thaís Araujo, minha filha de 11 anos. Ela me ajudou com os scans, tratamento digital e pintura das tiras. Tem muito bom gosto gráfico e um talento artístico avançado para sua idade. Ela recebia 10% do meu pagamento, mas reclamou que eu era muito chato e acabou pedindo as contas...
Tatu-Man era pra ser Homem-Tatu, mas a Thaís sugeriu um nome mais super-herói. Ele é um anti-herói brazuca, medroso, ensimesmado, meio complexado... destes que a gente encontra pelas esquinas e até dentro de casa (rs).
Seus inimigos são Reflexu's, Anta, Cachorro do Mato, Onça e Caboclo.



Segundo o jornalista Djota Carvalho: "Dasi Podideos foi criado em 2008 e, como todo bom tatu, mal nasceu e já correu para o escuro. Neste caso, o da gaveta do cartunista Bira Dantas, que o criou em um lampejo, mas resolveu deixar a ideia amadurecer um pouco. 

“Sempre tive um gosto por anti-heróis, por heróis azarados. Personagens mais à margem, como o Pena das Selvas, o Overman e o Kick-Ass, que só vim a conhecer mais recentemente, me cativam. Aliás, acho que o Tatu-Man tem bastante da linha do Kick-Ass”, diz Bira, lembrando que, claro, as aventuras de seu personagem seguem mais a linha do bom-humor.
Apesar da simpatia pelo filho recém-nascido, o autor só deixou que ele saísse do buraco, ou melhor, da gaveta, em 2010. “Recebi um convite do Correio Popular de Campinas para publicar uma tira diária. Eles queriam uma proposta que agradasse a toda família e, quando apresentei o personagem, eles gostaram”, relembra Bira. Tatu-Man fez sua estréia nas páginas do jornal em 25 de julho de 2010. Em tempo, Dasi Podideos , nome do alter ego do herói, é a designação científica para o animal tatu." Tenho publicado no jornal Graphiq do Mario Latino, que se dedica de forma incrível à publicação de tiras e de matérias sobre HQ. Publiquei também no Tiras de Letras.

Suas histórias continuam sequencialmente dia-após-dia, como nas primeiras Comic Strips.
São quase 3 anos de tiras diárias (mais de mil tiras) por onde desfilaram personagens como Nhô-Quim (Angelo Agostini), Turma do Xaxado (Cedraz), El Eternauta (do argentino Oesterheld), TEX (Bonelli e Galep), Spirit (Will Eisner), Moacir da Turma do Pererê (Ziraldo), Dick Tracy (Chester Gould), Jerônimo, o Herói do Sertão (Edmundo Rodrigues) e Escorpião de Prata (Eloyr Pacheco). Tatu-Man também visitou festivais de quadrinhos como FIQ, Gibicon Curitiba, FestComix, Cartucho (Santa Maria), Bicof (Coréia do Sul), premiações como Angelo Agostini e HQMix, além de muitos lançamentos em gibiterias como a saudosa HQMix".

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Lar Doce Lar - Jornal do Brasil - 1982



Em 1982 o Jornal do Brasil reformulou e ampliou a sua página de quadrinhos, acrescentando várias séries nacionais.

Lar Doce Lar, proposta pelos humoristas vindos d'O PasquimAgner e Hubert, hoje conhecido por integrar o grupo Casseta & Planeta, apresentava as desventuras de uma família de classe média e discutia várias questões pertinentes àquele momento histórico, como discriminação, planos econômicos e carestia.