sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Canibytes - Folha da Tarde - 1992


Criada por Rogério Vilela (Rogério Gonçalves Ferreira Vilela) em 1992 para o jornal Folha da Tarde, Canibytes foi desenvolvida a partir das experiências do autor no Amazonas, onde morou por dois anos.

"A história se passa numa tribo de canibais da Amazônia, superdesenvolvida tecnologicamente, com videocassete, micro-ondas, CDs e outros produtos eletro-eletrônicos". 

Canibytes não possui personagens fixos, o que, segundo o autor, proporcionará maior mobilidade às histórias. "Qualquer pessoa pode cair do avião na Amazônia e se transformar em personagem", diz.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Janjão e Pitucha - Folha de São Paulo - 1980


Série criada pela escritora Regina Melillo de Souza para o suplemento Folhinha da Folha de São Paulo em 1980.

Com uma linguagem bastante adequada para crianças até seus 8 anos, era sempre apresentada em tiras duplas, uma para cada personagem.

Regina foi autora de livros infantis tais como O Besouro e o GafanhotoJoãozinho e Zizi no Reino da Música e já havia publicado suas criações no jornal Correio Paulistano em 1957.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Bar Loreley Lanchonete - O Globo - 1984


Bar Loreley Lanchonete é uma série humorística que se passa em um bar-lanchonete administrado por uma barata.

Criada por Ofeliano de Almeida (Eduardo Ebenezer Ofeliano de Almeida) em 1984 para o jornal O Globo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Fininho - Folha de São Paulo - 1980


Fininho era um menino que vivia às voltas com seu próprio Bicho-Papão. Participavam das aventuras outros personagens, como Pezão, um garoto valentão que praticava bullyng contra nosso herói.

Criado pela cartunista Robson (Robson Barreto de Lacerda), era publicado no suplemento Folhinha, da Folha de São Paulo, em 1980.

Robson é um dos irmãos Barreto (Marcelo-Verde, Airon e Jorge) e destaca-se por ser um dos mais antigos roteiristas dos estúdios de Maurício de Souza.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tatá e Teté - Folha de São Paulo - 1978


Tira contando as aventuras de duas crianças, Tatá e Teté foi criada em 1978 para o suplemento Folhinha da Folha de São Paulo, com o desenho extremamente gracioso de Yoshimaro Sakita.

Sakita, nascido em 1941, foi fundador da ABAI (entidade que ampara crianças carentes) e criador da Biblioteca Municipal de Bastos. Fez reportagens para o jornal O Estado de São Paulo e foi cronista em diversos outros jornais. Editou no Japão a revista Free Time. Premiado em 1979 no 6º Salão de Humor Piracicaba. Publicou quadrinhos também na revista Crás da Editora Abril e no Japão, no jornal International Press. Pintor, tem três exposições coletivas e uma individual no Japão.



Abaixo, uma pintura de Yoshimaro.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

TV Colosso - Diário Popular - 1995


Criado em 1993 pela Rede Globo, o programa infantil TV Colosso acabou se desdobrando em vários outros produtos, como peça de teatro, fitas de vídeo, revista em quadrinhos e sua própria tira diária, publicada pelo Diário Popular de São Paulo em 1995.

Aproveitando os personagens do programa, Priscila, Gilmar, Capachão, todos cães, e algumas pulgas, o Mega-Trio, a tira tinha um humor bastante divertido.

Os textos do programa de TV eram elaborados por vários cartunistas renomados, como Laerte, Luiz Gê, Glauco e Fernando Gonsalez, as tiras acompanhavam essa qualidade e tinham muito pouco em comum com a revista em quadrinhos, publicada pela editora Abril.

O material não era assinado, mas em muitas tiras podemos observar o traço inconfundível de Laerte e, possivelmente, do cartunista Newton Foot.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Chiclete com Banana - Folha de São Paulo - 1981


Quem conhece Bob Cuspe, Rê Bordosa, Walter Ego, Bibelô e toda a fauna da série Chiclete com Banana de Angeli (Arnaldo Angeli Filho), muitas vezes não se lembra que tudo isso começou na página de humor Vira Lata, do Folhetim, suplemento dominical da Folha de São Paulo, em 1981.

Nesse início a tira era capitaneada por dois personagens hoje completamente esquecidos: Tudo Blu e Moçamba, um bicho grilo e um músico meio sambista, meio reggae.

A tira foi crescendo e se desdobrando em novos personagens, revistas, álbuns e todo o sucesso que perdura até hoje e que praticamente traçou o caminho para a história dos quadrinhos contemporâneos brasileiros.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vox Populi - Diário da Noite - 1948




A partir de 1948 o cartunista Carlos Estevão (Carlos Estevão de Souza) manteve por vários anos a coluna Vox Populi no Diário da Noite do Rio de Janeiro.

Em um ou vários painéis, Estevão fazia comentários sobre política ou assuntos da atualidade em uma linguagem divertida e com seu desenho de ótima qualidade.







terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Turma do Funil - Jornal do Brasil - 1984



Um dos primeiros trabalhos do cartunista Ique, A Turma do Funil fazia comentários políticos semanalmente no Caderninho B do Jornal do Brasil.

Sem personagens fixos, a não ser uma dupla de caracóis que apareciam com certa frequencia, a série apresentava um traço bem diferente daquele realista que viria a caracterizar a obra de Ique em obras futuras.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Preto no Branco - Diário da Noite - 1948



Usando apenas silhuetas e uma frase sob a ilustração, Mário Jaci (Mário Jaci Monteiro, 1923-2014), na série Preto no Branco, fazia humor usando o antagonismo entre desenho e texto.



Publicada a partir de 1948 no Diário da Noite, do Rio de Janeiro.



Mário Jaci, veterano desenhista brasileiro começou colaborando em O Tico-Tico em 1938, trabalhou também para O Globo Juvenil, Mirim e Suplemento Juvenil entre outras publicações.



No Diário da Noite publicou também Diana, a caçadora.



Preto no Branco foi publicada no livro Diana, de 1993, em edição do autor, impressa pelo Ebal. Em sua apresentação podemos ler: 

"MÁRIO JACI, NICODEMUS e IBN AL RACHID são uma só pessoa (Mário Figueredo Jaci Monteiro).


Em 1993 completei 70 voltas em torno do Sol; 55 das quais dedicadas ao desenho de quadrinhos, de arquitetura, topografia, hidráulica pluvial e de alguns telescópios que construí.

Primeiros quadrinhos publicados: em 38, o Tesouro de Ricardo; em 39, Zequinha na Lua (escrito por minha irmã, a poeta e jornalista Conceptta Jacy Monteiro, então com 13 anos), ambos no O TICO-TICO, e Aventuras do capitão Blood, no MIRIM.

Aqui recordo o "velho" amigo Aizen, que comprou sem titubear o Capitão Blood (os desenhos não eram grande coisa, abrindo-me caminho a um trabalho remunerado semanalmente durante cerca de 5 anos, que me permitiu estudar e sobreviver. Treze anos depois, colaborando em 19 jornais e revistas do Rio e proje­tando hidráulica, comprei meu primeiro apartamento.

Não incluí várias historietas, como as de RATAPLAN (A rosa negra, A legião do deserto, O mistério do farol, Osório, o Centauro dos Pampas e outras), de ESTRELA (Maria Quitéria, mulher­ soldado etc), O GURI (Zumbi dos Palmares, 1942-44) e GLOBO JUVENIL (FEB: Campanha da Itália, 1945) - cujos originais não resistiram ao tempo, perderam-se, ou foram doados à GIBITECA de Curitiba.

Muita coisa não consegui publicar, como os desenhos desta página, datados de 1957, e ainda atuais.

O Animal Místico, 230 páginas ilustradas, teve como base a História das Civilizações, de Will Durant. Alguns desenhos foram copiados de La Epopeya del Hombre (57), e India, People and Places (65) etc.

Os desenhos animados (38) são do chamado projetor Barlam. Siga a direção da seta, pata ter a idéia de movimento.

Algumas historietas foram requadrinizadas. Em Mania de Viajar e Diana estão, lado a lado, desenhos feitos agora e os de 40 anos atrás".






sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Chico Peste - Folha da Tarde - 1984



"Contando piadas vividas entre cangaceiros e jagunços, esta série surgiu da convocação geral realizada pelo Gibi Semanal (RGE) para promover o aparecimento de novos valores no quadrinho nacional" (Ionaldo Cavalcanti, O Mundo dos Quadrinhos, editora Símbolo - 1977).

A tira foi criada pelo cartunista Munhoz (Paulo César Munhoz) no ano de 1975 para a revista da RGE.

Posteriormente, já com a ajuda de Paulo Paiva nos desenhos e roteiros, foi publicada no Suplemento Quadrinhos da Folha de São Paulo (1977) e na revista Klik da Ebal (1979).

Finalmente teve a sua série em tiras diárias no Jornal Folha da Tarde em 1984. Participavam no desenho, além dos dois autores, o cartunista Novaes.

O personagem teve revista própria pela Press Editorial em 1986.




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Caras e Caretas - Folha da Tarde - 1984



Caras e Caretas contava as aventuras de um grupo de jovens universitários chefiados pelo bad boy Nerso.

Às voltas com discursos políticos, estudos e namoros, a série foi criada por Franco de Rosa para o jornal Folha da Tarde, de São Paulo, em 1984.

Além do próprio Franco, participavam nos desenhos da tira Fernando Bonini (Fernando Antonio Bonini da Silva) e Novaes.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pilotonto - A Tribuna de Santos - 1975


Pilotonto foi criado pela dupla Moretti (Fernando A. Moretti) e Nicoletti (Durvaly Nicoletti)  para o Suplemento Quadrinhos, da Folha de São Paulo, em 1974.

A partir de 1975 passou a circular em tiras diárias no jornal A Tribuna de Santos, já desenhada por Franco de Rosa.

Pilotonto veio na onda de filmes sobre catástrofes aéreas como Aeroporto

Mistura de aventura e humor, a tira antecipou em pelo menos 6 anos a série cinematográfica satírica Apertem os Cintos o Piloto Sumiu.

Em depoimento ao blog, Moretti declarou: "eu não fazia o Pilotonto, só as cores (Suplemento da Folha). As criação do personagem, as gags e a arte eram do Nicoletti. Quando dissolvemos a dupla, pedi ao Franco para manter a série no Tribuna de Santos - tiras diárias em P&B - e ele fazia tudo".



Acima, Pilotonto no Suplemento Quadrinhos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Grandes Personagens da Nossa História - Folha de São Paulo - 1991


"Grandes Personagens da Nossa História é uma recuperação dos livros ufanistas de história do brasil que eram publicados na época do regime militar". A definição é de seu roteirista, Marcelo Tas (Marcelo Tristão Athayde de Souza).

" O objetivo foi recuperar aqueles signos de grandiloquencia", só que vamos falar de aspectos esquecidos da nossa história", diz Marcelo.

Os desenhos são de Luiz Stein, que fez capas dos discos da Blitz, Fausto Fawcet e Caceta Popular.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Nacional e Popular - Folha de São Paulo - 1991


Com visual inspirado em Oscarito e Grande Otelo, Nacional e Popular foram criados em 1991 para a Folha de São Paulo com roteiros de Marcos Smirkoff, desenhos de Heinar Maracy e arte final de Tony de Marco.

Na definição dos autores "Nacional é um almofadinha empoado e Popular é aquele que confunde tudo e fala o que vem à cabeça. As aventuras da dupla vão da violação do túmulo do samba a James Joyce".

A série foi provavelmente a primeira história em quadrinhos brasileira confeccionada inteiramente em computador.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Morena Flor - Diário da Noite - 1949



Segundo Álvaro de Moya em seu livro Shazam! (1970, editora Perspectiva), Morena Flor "em 1949 foi escrita e desenhada por André Le Blanc, haitiano educado nos Estados Unidos e radicado no Brasil, que ilustrou os livros de Monteiro Lobato para a Brasiliense. Fez uma das primeiras experiências no Brasil de distribuição de uma historieta nos padrões de syndicates americanos. Com a tira diária Morena Flor, concebida e realizada no Brasil e distribuída pela Apla (hoje ICA) na Argentina, Chile e até nos Estados Unidos".

Morena Flor foi publicada também na revista Capitão Atlas da editora de mesmo nome, no início dos anos 1950.

Nas palavras do próprio André Le Blanc: "Nascida nas selvas amazônicas, filha de um famoso botânico que para lá se fora em missão científica, Morena Flor cresceu no seio da selva brasileira. Indo em seguida para o Rio de Janeiro, tomou parte em aventuras de toda espécie".




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Classe & Mídia - Jornal do Brasil - 1985



Praticamente uma continuação da série TeleVidão, mas com a temática ampliada, Classe & Mídia, do cartunista Marco, comenta os erros e acertos do cotidiano da classe média.

Publicado semanalmente no caderno Domingo Programa do Jornal do Brasil a partir de 1985.