terça-feira, 14 de novembro de 2017

Nossa Fauna - Folha de S. Paulo - 1965


Na sequência de Mundo Selvagem, Souza Filho emplacou a série de painéis Nossa Fauna, também para o suplemento Folhinha e também com distribuição da Maurício de Sousa Produções.



sábado, 11 de novembro de 2017

Mundo Selvagem - Folha de S. Paulo - 1965


O desenhista Souza Filho acabou se especializando em materiais sobre a natureza.

Em 1965, com distribuição da Maurício de Sousa Produções, publicou no suplemento Folhinha, da Folha de S. Paulo, a série Mundo Selvagem, em painéis verticais no estilo das Maravilhas da Natureza (True Life Adventures), da Disney.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Malina - A Nação - 1964


Na sequencia da tira Aventura do Amazonas, Souza Filho realizou a série Malina, com história também ambientada na floresta, para o jornal A Nação, em 1964.

A Nação foi um tabloide paulistano das empresas O Esporte e A Hora que circulou entre 1963 e 1964, tendo como diretor-presidente J. B. Viana de Morais, como redator-chefe Nabor Caires de Brito e como editor de arte Luís Sanches.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Aventura do Amazonas - A Nação - 1963


Série de aventuras contando as peripécias do herói Bandeira e sua namorada Ana pelas florestas amazônicas.


Publicada em 1963 no jornal A Nação, foi produzida pelo desenhista Souza Filho. Posteriormente, Souza Filho se especializaria em histórias da natureza, em séries como Colecionando Curiosidades, para o Diário Popular e Mundo Selvagem para a Folha de S. Paulo.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sargento Cruz - A Nação - 1963

Sargento Cruz, tira de aventuras criada por Osvaldo Talo em 1963 para o jornal A Nação. Foi com certeza um dos primeiros trabalhos do autor no Brasil


A Nação era um tabloide paulistano das empresas O Esporte e A Hora que circulou entre 1963 e 1964, tendo como diretor-presidente J. B. Viana de Morais, como redator-chefe Nabor Caires de Brito e como editor de arte Luís Sanches.

Sobre Osvaldo Talo, podemos ler na Enciclopédia dos Quadrinhos (Goida / André KleinertL&PM Editores - 2001): 

TALO, Osvaldo - Argentina (1936) 

Quadrinista e ilustrador, Osvaldo Talo é de Rosá­rio. Iniciou-se como ajudante de Enrique Rapela e depois trabalhou com Eugenio Co­lonnese, sempre em BuenosAires. Treinado, pas­sou a colaborar com a Editorial Bruguera e criou uma tira diária para o jornal Democracia. Em 1963 mudou-se para o Brasil, alternando sua atividade em propaganda e ilustração. Não resistiu ao apelo dos quadrinhos. Fez Vigilante rodoviário (iniciado por Flavio Colin), histórias de guerra e far west. Em 1970, na Editora Saber, foi responsável por uma série memorável de reedições de histórias clássicas (Brucutu, Brick Bradford, Ferdinando, Popeye, Fantasma, Mandrake e muitos outros). Em 1973, dedicou-se à produção editorial e livros didáticos, só voltando aos quadrinhos a partir de 1980, quando Rodolfo Zalla criou as revistas Johnny Pecos, Calafrio e Mestres do Terror. Mais como roteirista do que desenhista, Talo se fez presente nessas publicações. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se roteiros para os álbuns Mirza, a mulher-vampiro e A vida de Jesus Cristo, ambos com desenhos de Eugenio Colonese.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Guguzinho - Sabadão Sertanejo - 1992

Sabadão Sertanejo nº 5 - março de 1992

Guguzinho, uma versão bastante jovem do apresentador Gugu (Augusto Liberato) era publicada na revista semanal Sabadão Sertanejo, da editora Azul. A revista era voltada ao mundo musical mas as aventuras de Guguzinho versavam sobre assuntos do mundo pré-adolescente, com brincadeiras e paqueras. O personagem principal, Guguzinho, tinha a companhia do amigo Cicinho.

Os roteiros eram de Gérson B. Teixeira e a arte de Gustavo Machado e Noriatsu Yoshikawa.

Guguzinho.

Gugu Liberato já havia tido outras versões de suas aventuras em quadrinhos.


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Sobre as várias versões, o próprio autor, Gustavo Machado esclarece:


Gugu em quadrinhos, a 1ª versão

Era 1984, e meu novo amigo, o cartunista e editor Paulo Paiva, encomendou-me um trabalho que viria a me perseguir durante os anos seguintes, por vias e pessoas distintas. Era a criação para quadrinhos de um apresentador que começava a se destacar na TV, Gugu Liberato. Achei aquilo um tanto estranho e sem apelo algum para uma revista de HQ. Paiva me explicou que a cria de Silvio Santos adorava quadrinhos, e seu programa na TV tinha um grande público infanto-juvenil. Ele dava bastante liberdade na concepção gráfica e no desenvolvimento de suas aventuras nos gibis. O único problema é que ninguém estava acertando na criação do personagem. Paiva acreditava que com a minha experiência em quadrinhos infantis e trabalhando em animação eu pudesse oferecer alguma nova alternativa para apresentar ao Gugu. Alguns estudos já haviam sido desenvolvidos por outros desenhistas, mas não agradaram o apresentador.


Para me guiar na criação, recebi apenas uma folha com alguns desenhos que foram recusados e imagens de referência do apresentador do SBT. Os estudos rejeitados eram de Luiz Podavin, desenhista veterano dos quadrinhos da Disney brasileira que trabalhava na Editora Abril. Podavin viria a ser uma das minhas grandes referências no futuro, mas eu não tinha o que aproveitar naqueles seus estudos, apenas tomar conhecimento do que deveria evitar na criação da minha proposta.



Minha versão do Gugu para quadrinhos foi aprovada, e ato contínuo, Paiva me passou o roteiro de uma HQ escrita por ele, e que seria a primeira HQ do novo personagem para a revista Aventuras do Gugu. O prazo era exíguo, e como trabalhava em animação não dispunha de quase nenhum tempo livre. Desenhei a maior parte da HQ, deixando as últimas páginas para outro desenhista terminar, Gilberto Felipe.


O Gugu da Sociedade Editorial Sequencia em 1984.

Da TV para os quadrinhos

Depois de cinco anos dedicados quase que exclusivamente aos comerciais de desenhos animados, voltava a viver de quadrinhos naquele início de 1988. Como freelancer, comecei a desenhar as HQs dos Trapalhões mirins, criação de César Sandoval, para a Abril Jovem. Eu me empenhava para me familiarizar com o universo das HQs para poder produzir mais, já que a demanda da editora por novas HQs era grande, e o que a gente se comprometesse era absorvido nas edições. Já havia desenhado sete histórias, num total de 46 páginas nos três primeiros meses de 88, quando numa visita para entregar e pegar mais argumentos para desenhar, Waldyr Igayara me chamou em sua sala para um trabalho diferente.



Igayara era diretor do setor de quadrinhos da Abril Jovem e um veterano da área editorial. Havia começado nos quadrinhos ainda na década de 1950, fazendo HQs infantis e de terror. Entrou para a Editora Abril em 1961, sendo, ao lado de Jorge Kato, os dois primeiros desenhistas a fazer HQs do Zé Carioca no país. Igayara fez parte da equipe de um dos projetos mais inovadores e criativos da editora, “Recreio, a revista brinquedo”. Isto foi em 1969. Fiz parte dos milhares de leitores mirins que curtia a cada semana uma nova edição daquela revista tão lúdica e inovadora, sempre cheia de novidades e jogos criativos para recortar e montar.

Dentre as novas tentativas e apostas do setor de quadrinhos da Editora Abril, ainda buscando cobrir o vazio deixado pelas revistas de Maurício de Sousa, assim que levou suas criações para a Editora Globo, outro projeto estava em andamento. Era a criação de uma revista em quadrinhos com, nada mais nada menos que Gugu Liberato, o apresentador de TV. Novamente, o garoto de ouro de Silvio Santos entrava na minha vida profissional de surpresa e a minha revelia. Igayara explicou que alguns desenhistas haviam tentado definir a concepção gráfica para o projeto, mas sem sucesso. Contei que tinha experiência em desenvolver personagens, graças às necessidades constantes dessa modalidade nas animações publicitárias, e que havia sido o autor da primeira versão do apresentador para os quadrinhos. Igayara perguntou se eu gostaria de tentar, e eu topei.

Alguns dias depois levei meus estudos do Gugu, baseado num release que recebi do editor onde era descrito todo o projeto, desde o público alvo até as descrições dos personagens principais e o teor das histórias. Igayara gostou muito do meu material, arriscando o palpite de que seria certa a aprovação do próprio Gugu e os demais responsáveis pelo projeto. Mesmo ainda aguardando a aprovação final, Igayara adiantou qual era o valor destinado para o projeto. Fiquei bastante decepcionado com o preço, contestando que não valia o trabalho e tempo despendidos até a sua possível finalização. Criou-se uma saia justa, e Igayara perguntou qual a importância que eu acharia justa para terminar aquele trabalho. Respondi que valeria pelo menos o dobro do proposto. Com uma elegância e experiência como poucas vezes presenciei em situações similares, Waldyr Igayara concordou com o meu valor estipulado, dizendo bem humorado que a culpa havia sido deles, da editora, que me convidaram para o trabalho e em momento algum disseram que já havia um preço definido para a produção. Ainda assim, o valor acertado nem era grande coisa, considerando ser uma criação gráfica para um personagem cujos direitos autorais eu estaria cedendo em sua totalidade, para a Editora Abril usar e se beneficiar como quisesse.

Estudos de Gustavo Machado para o Gugu da editora Abril.

Felizmente o embaraço no “Caso Gugu” não repercutiu negativamente. Continuei pegando argumentos para desenhar, agora não apenas histórias dos Trapalhões, como encomendas de HQs da mais nova revista da editora, Gugu em Quadrinhos.

Tinha preferência pelo Gugu para desenhar, pois além de ser uma criação minha, o fato de desenhar as primeiras HQs me dava autonomia para conceber e definir toda a concepção visual de seu universo, como cenários, composições e personagens secundários.

Assim como nos Trapalhões em quadrinhos, as HQs do Gugu em pouco ou nada lembravam os programas de TV dos artistas retratados. Mérito principalmente dos hábeis e tarimbados argumentistas, que partiam e se valiam de um mote básico na concepção editorial dos personagens, respeitando alguns traços fundamentais na personalidade dos apresentadores para daí, criar vida e universos próprios em suas aventuras nos quadrinhos. No caso dos Trapalhões a liberdade era plena, pois não havia vínculo algum por contrato com o trabalho do quarteto na TV ou no cinema. Os Trapalhões dos quadrinhos eram crianças, e o mundo que cercava suas aventuras era muito diverso dos quadros e esquetes do programa de humor da TV Globo e dos filmes anuais para o cinema, sempre com piadas de duplo sentido, preconceituosas e muitas vezes erotizadas. Os Trapalhões em quadrinhos que produzíamos eram muito mais próximos de referências como as criações de Bolinha & Luluzinha, Charlie Brown e sua turma ou mesmo da Turma da Mônica, essa última, ela mesma muito inspirada nos dois quadrinhos citados anteriormente.

As HQs do Gugu eram aventuras na linha de Tintin, com leves pitadas de romantismo. Nada a ver com o apresentador e seu universo restrito aos quadros do programa da TV. As poucas associações com a personalidade real foram resolvidas com soluções criativas. Se no programa de Gugu Liberato havia o assédio geral do público feminino, as famosas macacas de auditório, esse contexto foi apresentado nas HQs focando em uma única admiradora, Claudete, a fã número um do Gugu, apaixonada por ele desde que dividiram o mesmo berçário na maternidade. Suas histórias giravam sempre em torno de algum plano mirabolante, para Claudete conseguir encontrar seu ídolo e atacá-lo de beijos e abraços.


O Gugu da editora Abril.

Em várias ocasiões, eu me dispunha a criar um model sheet apenas para o meu uso, sem ter sido encomendado. Um hábito operacional que me facilitava o trabalho sempre que necessitava voltar a desenhar algum personagem, mesmo que secundário, como foi o caso da Claudete. Quando acontecia de outro colega desenhar alguma história com a presença da personagem, eu fornecia uma cópia em xerox para o seu uso, caso houvesse interesse.

As histórias do Gugu e dos Trapalhões eram inventivas e divertidas, e nenhum de nós, desenhistas ou argumentistas sequer assistia ou acompanhava seus programas na TV. Minto, tive minha fase como espectador do programa de auditório “Viva a Noite”, comandado pelo Gugu nas noites de sábado. O quadro em que as equipes adversárias tentavam descobrir uma palavra através de desenhos feitos nos quadros era impagável.

O Gugu sertanejo

Em 1992, Primaggio Mantovi, meu chefe no setor de quadrinhos infantis, onde era contratado desde 1988, me repassou o contato de um trabalho externo que ele abriu mão por falta de tempo e interesse. O convite veio através de Ana Camargo, gerente de marketing da Editora Azul, uma subsidiária da Editora Abril. Quando tomei conhecimento do que se tratava, topei na hora. Queriam fazer uma nova versão para quadrinhos de um velho conhecido meu, Gugu Liberato. A Editora Azul estava para lançar uma revista semanal aproveitando o sucesso do programa de música sertaneja que fazia sucesso nas noites de sábado pelo SBT. Seu apresentador era Gugu Liberato, que numa jogada de marketing para aproveitar o novo filão musical, mudou o nome do seu tradicional “Viva a Noite” para “Sabadão Sertanejo”.

É bom lembrar que naquela virada para a década de 1990, a música sertaneja era apenas um nicho no poderoso mercado fonográfico vigente, sem despertar ainda tantas críticas e preconceitos. Mesmo eu, que não tinha afeição por esse gênero musical regional, como um típico carioca e menino de cidade grande, não me incomodava em ouvir ou falar sobre o assunto. A música sertaneja até ali era vista apenas como um subproduto brega, como as músicas de apelo popular dos anos de 1970, compostas e interpretadas por nomes como: Waldick Soriano, Paulo Sergio, Odair José, Fernando Mendes, Reginaldo Rossi, Gilliard, Perla, Sidney Magal, Amado batista, Wando, José Augusto e vários outros.

Novamente, havia partido do próprio Gugu o desejo de ter algumas páginas em quadrinhos no seu semanário. Soube disso quando comecei a tratar diretamente com Ana Camargo, a editora, sobre as possibilidades editoriais nessa nova empreitada. Comentei que eu havia criado as duas versões anteriores do Gugu para os quadrinhos. A primeira através do amigo Paulo Paiva, e a segunda versão para a própria editora Abril, um pouco antes de ser efetivado.


Ana Camargo me deu plena liberdade para desenvolver a linha de criação, tanto nas histórias quanto nos desenhos. No primeiro momento, convidei Genival da Silva, experiente argumentista da Abril Jovem, que além de escrever para vários títulos também desenhava HQs nacionais de Bolinha e Luluzinha, por exemplo. Diferentemente das versões anteriores, optamos por fazer o Gugu mais infantil, transformando-o num pré-adolescente. Em seguida, uma sacada genial, Gerson Teixeira, que seria o argumentista fixo da série, desenvolveu a personalidade do Guguzinho baseada no conhecido tino comercial pelo qual o louro do SBT era tão afamado. Gerson inclusive teve uma reunião com o próprio Gugu Liberato, para expor suas ideias e receber sugestões. Na arte, além dos meus desenhos, convidei Napoleão Figueiredo para repetir a parceria de sucesso de “Didi Volta para o Futuro”, com ele colorindo magistralmente com ecoline, a aquarela líquida. Outro amigo do setor de quadrinhos, Noriatsu Yoshikawa, ficou responsável pela arte final, letras e edição. Contei ainda com Vera Ayres, outra queridíssima amiga, para o importante trabalho de revisão de texto - o copidesqui - tão desprezado em tantas produções nacionais de HQ.

O resultado final de Guguzinho em quadrinhos ficou muito bom e durou o tempo da revista nas bancas, saindo semanalmente em histórias curtas de uma, duas ou três paginas. A revista só seria cancelada por um grande erro de
estratégia editorial, ao sortear um Fiat zero Km e vários prêmios em dinheiro todos os meses. O custo alto desse chamariz acabou por inviabilizar a publicação, que embora vendesse bem estava sempre no vermelho.

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Gustavo Machado – minibiografia

Começou como desenhista profissional em 1977, aos 18 anos, como integrante da equipe da revista em quadrinhos do Sítio do Pica-Pau Amarelo, produzida pela Rio Gráfica e Editora (RGE), atualmente Editora Globo. De 1979 a 1982, desenhou histórias em quadrinhos de terror para a Editora Vecchi, no Rio de Janeiro, e quadrinhos adultos para Editora Grafipar, de Curitiba, onde residiu por três anos. Ainda em 82, trabalhou como ilustrador e layoutman para as agências de publicidade Exclam e MPM, ainda em Curitiba.

Mudou-se para São Paulo e, de 1983 a 1988, trabalhou fazendo desenhos animados para vários estúdios da capital paulista, como Daniel Messias Cinema de Animação, Briquet Filmes, Sketch Filmes e outros. Neste período, em 1987, criou a concepção visual, storyboard e planejamento para a animação para o média metragem, O Quarto Rei Mago (The Story of the Other Wise Man), para a Start Filmes. Em 1988, criou os modelos das figuras da Xuxa e Gugu Liberato para uso em Histórias em Quadrinhos, respectivamente, para as editoras Globo e Abril.
De 1988 a 1997, como desenhista contratado da Editora Abril, desenhou vários personagens, como: Zé Carioca, Os Trapalhões, Sergio Mallandro, Gugu, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan e Tarzan, destacando-se a Grafic Novel Didi Volta Para O Futuro (1992). 

Em parceria com Wander Antunes, desenhou as HQs
Dora e As Aventuras de Zózimo Barbosa, este último lançado em 2007 no álbum “O Corno Que Sabia Demais”, pela editora Pixel.
Com o estúdio Cartoon Pro, participou da produção de desenhos animados em 3D para editora Luz e Vida, de Curitiba.

Como desenhista, recebeu dois prêmios Abril de Jornalismo, dois prêmios Angelo Agostini e dois troféus Dona Beja de Quadrinhos.

Em 2015, no 31º Troféu Angelo Agostini, foi homenageado como “Mestre do Quadrinho Nacional”.

Em 2016, formou-se em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Em 2016, em parceria com Hugo Aguiar, desenhou a HQ “Isso não é um assassino”, uma homenagem aos 50 anos de morte do pintor René Magritte.

Em setembro de 2017, estreia da série Cidade Proibida, produzida pela rede Globo, baseada nos quadrinhos de Zózimo Barbosa, sua co-criação com Wander Antunes.

Atualmente trabalha com ilustrações de livros para várias editoras, além de criar trabalhos para publicidade e HQs autorais, comerciais, institucionais e corporativas.

Vive em Londrina, é casado com Cleusa e tem duas filhas, Paula e Natália.

Leia uma entrevista com Gustavo Machado aqui.

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Sobre Gérson B. Teixeira a Wikipédia nos diz: "Gérson Luiz B. Teixeira é um roteirista de quadrinhos brasileiro. Trabalhou por muitos anos como roteirista de quadrinhos Disney e Os Trapalhões para Editora Abril e atualmente produz roteiros para a Turma da Mônica da Maurício de Sousa Produções. É pai do também roteirista Luis Gustavo Fiali Teixeira.

Possui cerca de 460 histórias publicadas. Sua primeira história na Disney foi "O Outro Lado do Meio-Dia" na revista Almanaque Disney 85, de junho de 1978, com o Morcego Vermelho.

Em 2012, produziu uma história do Astronauta para o álbum Ouro da Casa, publicado pela Panini Comics".

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Michel Formose, o navegador solitário - A Noite Ilustrada - 1939


Reportagem em quadrinhos, narrada semanalmente no suplemento A Noite Ilustrada em 1939, conta as aventuras do navegante inglês nascido em malta Michel Formose (ou Formosa). Michel tinha o sonho de percorrer o globo a bordo de um barco. Adquiriu uma pequena nave e saiu de sua terra natal, percorrendo várias partes do mundo.

Ao se aproximar dos rochedos de São Pedro e São Paulo, no litoral brasileiro, por falha de um farol nas ilhas, seu barco acaba naufragando. É recolhido dias depois pelo transatlântico italiano Conte Grande, torna-se uma celebridade instantânea dando entrevistas e aparecendo em várias reportagens. Ao chegar ao Rio de Janeiro, em meio à paranoia anticomunista da época, é suspeito de atividades subversivas e por pouco não vai preso.

Michel faleceu em 1941 quando o navio em que servia foi torpedeado por um submarino alemão durante a 2ª Grande Guerra.

Para saber mais sobre Formose, clique aqui.

A história foi desenhada por Carlos Arthur Thiré.

Raffles - editora Ebal - 1987

Sobre o autor: "THlRÉ, Carlos Brasil (1917-1963)

Carlos Arthur Thiré, marido de Tônia Carrero e pai de Cecil Thiré, foi um dos nomes mais importantes dos quadrinhos brasileiros, entre 1936/42. Filho de um professor de matemática do Colégio Pedro Il e Colégio Militar, Carlos só queria desenhar, para desgosto do pai, que o desejava matemático ou engenheiro. Desde a infância tinha uma imagina­ção privilegiada e inventava histórias fantásticas, criativas, situadas em lugares distantes. Ganhou sua primeira oportunidade na imprensa carioca através do escritor Malba Tahan (pseudônimo de um outro professor de matemática, Julio Cesar de MeIo e Souza), grande amigo da família Thiré. Foi levado até o jornal A Noite, tornando-se ilustrador daquela publicação. Em 1936, começou sua consagração. Olhem o testemunhal de Adolfo Aizen:

"A essa época, em 1936, ainda publicávamos no Suplemento Juvenil os sucessos de Flash Gordon, Mandrake, Tim & Tok e outros. Carlos Arthur Thiré, franzino, muito jovem, mas convicto do que fazia, ofereceu-nos seus desenhos 'para concorrer' com os estrangeiros. Era o primeiro autor brasileiro que, espontaneamente, apareceu para ­mostrar suas histórias. Ele nos trazia o Gavião do Riff, passada no estrangeiro, e mais tarde As aventuras de Raffles. Aceitamos. Não queríamos desanimar um talento nacional. E publicamos ­seus trabalhos". Raffles alcançou muito sucesso no Suplemento ­Juvenil e teve como sequência A volta de Raffles, Raffles em Paris, Mr. Raffles vai a Itaipava e A maldição do faraó louco. Cada vez mais, Thiré aperfeiçoava seu estilo, moderno, dinâmico, melhor que de muitas tiras e histórias que vinham dos Estados Unidos. A Legião estrangeira, tema de O gavião do Riff, inspiraria a Thiré a criação de uma nova série, "Três Legionários de sorte" que apareceu em capítulos primeiro ­na revista Vamos Ler (mais tarde reunidos em álbum). A série teve continuidade em O Tico-Tico, entre 1941/42 com o título de A nova aventura dos legionários. 

Thiré ainda criaria histórias avulsas e uma série em continuação para a revista Vamos Ler, "Aí, Mocinho!", mescla de aventura e humor, onde o seu estilo adquiriu uma forma invejável. Thiré afastou-se dos quadrinhos para prosseguir sua carreira artística como ilustrador, ator, publicitário e, a partir de 1949, na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, de São Paulo, cenógrafo, roteirista, diretor e codiretor. Ele participou dos filmes Angela, Luz Apagada e Nadando em Dinheiro. Antes do seu prematuro falecimento, também dirigiu programas de TV (Noite de Gala, Sem Censura e Times Square). O gavião do Riff  e Raffles foram republicados pela EBAL (edição fac-similada) e Três legionários de sorte teve relançamento pela  revista Historieta, de Oscar Kern".

Enciclopédia dos Quadrinhos - Goida e André Kleinert - L&PM - 2011

A nova aventura dos legionários - O Tico-Tico -1941